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Ordfall · Newsroom

A Ordfall publica sua carta de fundação

A carta declara por que a empresa existe, o que ela se recusa a fazer e sob quais condições aceita trabalhar. Está publicada na íntegra e sem paywall.

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Seção
Atualização institucional
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Ordfall

A carta de fundação da Ordfall está publicada na newsroom, em português e em inglês, na íntegra. Não há formulário antes dela, nem endereço de e-mail exigido para lê-la, nem versão resumida com o restante atrás de um cadastro.

Isso não é generosidade. Um documento que declara os limites de uma empresa perde o sentido se o acesso a ele for negociado: a única razão para condicionar a leitura seria transformar o documento em isca, e um texto sobre recusa não pode ser publicado como isca sem se contradizer.

O que a carta declara

Ela responde três perguntas, e apenas essas. Por que uma empresa dedicada a sistemas críticos precisa existir. O que ela se recusa a fazer, nomeadamente e sem eufemismo. E que condições precisam estar presentes para que um trabalho dessa natureza tenha chance de dar certo.

Uma recusa só é real quando quem recusa pode arcar com ela. A carta trata disso explicitamente.

A parte mais desconfortável do documento é a que descreve a precondição estrutural da recusa. É fácil listar o que não se faz; é a estrutura da empresa que determina se essa lista sobrevive à primeira proposta grande o bastante para testá-la.

Por que ela é permanente

A carta não é um manifesto de lançamento, do tipo que envelhece em silêncio até ser discretamente removido. Ela é o documento contra o qual o trabalho da Ordfall deve ser cobrado, inclusive por quem a contrata.

Se um dia o que a empresa faz divergir do que a carta declara, uma das duas coisas terá de mudar publicamente — e a mudança será datada, como esta publicação é.

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